A Luz e a Flor

E de repente, não mais que de repente, essa luz veio até mim. Chegava ao ponto de quase cegar, mas não podia me conter; precisava olhá-la.

Era viva, dava voltas ao meu redor, fazendo-me esquecer do mundo que estava estranhamente quieto naqueles segundos.

Era uma luz que dançava, não se continha também, em seu pequeno ser. Parecia uma criança, que sabendo que iria ganhar um brinquedo novo, não conseguisse se segurar de tanta alegria.

Dançamos por segundos. Leves. Delicados. Inesquecíveis. Foram segundos de luz.

Mas a força desse ponto de luz se esvaía. Haviam outros pontos que também queriam brilhar.

A luz, ofegante que estava de sua exultação, foi até o pico mais alto do céu, desenhou-me uma flor, e se apagou, sumindo sem deixar rastros ou lembranças.

Mas a flor, delicada e prateada, como se de aço fosse, permanece lá até hoje, fazendo-me lembrar de cada segundo de luz e alegria daquele momento raro, que poucos nesse mundo seriam capazes de notar.

Ao autor da minha flor, que sua felicidade seja notada, mesmo que por segundos.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s