Brinquedoteca

Sou uma casa
Desarrumada.
Crianças vieram e
brincaram em mim.
Fiz-me divertida
e me desarrumei.
Caí tombos nas
brincadeiras, mas
levantei e voltei a
Brincar.
A fantasia é sempre
mais interessante
que a realidade;
é lá que
as minhas peças de reparo
se encontram.
Se perco algo pelo
caminho, logo volto lá
e não me perco mais.
Os móveis estão fora
do lugar,
correram por aqui.
No esconde-não-esconde,
Perdi o ritmo,
Pisei em falso,
me precipitei na névoa.
Fui atrás dos mapas,
mas nenhum se
encaixava na minha moldura;
Não foram feitos por ti. A mim.
Os desejos que se afogam em lagos escuros,
quem os salvará de afogarem-se
a si mesmos?
Que vá a paixão!
Que ao menos retorne com o que mais vale à pena.
Que seja você a dar a mão para ela, enquanto
espero ambos, o coração martelando
com suas baquetas de chumbo.
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