Mas… Que mundo?

Estou voltando. Pretendo voltar. Mas não vejo para mais o ponto de partida. Volto para onde?

Sou outra, mas a mesma de sempre. Vou pra onde?

Eu sabia para onde iria até ontem, mas ventou. Meu mapa voou, não sei pra onde.

Longe.

Era o meu destino. Mas não sei mais onde longe fica.

Com um caderno e uma caneta eu conquistaria o mundo. Mas a tinta da caneta acabou; as folhas do caderno voaram com o mapa. Era um vento forte, apesar de silencioso.

Existe uma papelaria que recarregue canetas de quem quer conquistar o mundo com palavras?

Eu só sabia escrever. Sentir. Hoje não escrevo. Penso.

Mas sou a mesma. Ainda sinto. Ainda vejo. Grito.

Mas não escrevo.

O silêncio me olha desafiador: me quebre e te darei o mundo.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s