Forte

Controlada. Murada. Olhos de águia por todos os cantos, vendo quem vai e quem vem.

Eu poderia ser uma cidade, e mais, uma cidade segura. Mas não sou. E no momento, é última coisa que serei.

Onde eu fui parar?

Não sei mais de nada. Não controlo mais nada que esteja no meu território. Você chegou e quebrou todo o meu aparato de segurança. Mandou as águias pastarem, o controle tirar férias, o muro derreter. Quem te deu esse poder?

Eu sumi por aí, fingindo que nada acontece no interior do meu mundo, enquanto você manda e desmanda nele. Te acompanho escondida, mas todos os que habitam em mim apontam em minha direção ao menor sinal que você dá de olhar na direção deles. Toda a atenção dirige-se para você. O mundo todo parou no tempo, esperando a sua decisão. Não é exatamente o caos; se você prestar atenção, as coisas estão bem ordenadas.

As cartas estão na mesa, a luz está acesa. A porta está aberta, exatamente como você a deixou. Outros já entraram e reinaram junto com você, você percebeu? É claro que não. Em uma terra onde todos têm olhos, cego é o rei.

Eu não vou te prender, mas seja adulto e não quebre as paredes ao sair. Eu tiraria as chaves da sua mão, mas sinto que se encostar em você, o pânico geral se instala.

Você sabe exatamente o que fazer para desligar todos os meus alarmes.

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