Um fato, uma foto, um fado

Essa história está mal contada.

Como era mesmo o começo?

Saber-se de si, deliberadamente.

Não havia começo,

mas todo meio

partia dali.

Saber-se de si.

Deliberadamente.

Quem dera lembrar-me de mim.

Não sou quem quis ser.

Sou quem me tornei e me tornaram.

Quem me lembrei de ser.

Eu quis ser uma. Mas outra sou.

Tento agora lembrar

quem fui.

Passiva e ativamente

continuo.

Volto ao essencial.

O que era mesmo essencial?

Essa liberdade que virou um nó.

Lembrar é ver

que o nosso primeiro ato

já era um presságio, uma fotografia,

desse enrolado fado

que compomos nós.

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