O ser e o tempo

Não me prendo ao meu mundo. Não o forço.

Ele se transforma mais do que controlo.

Uma palavra e pronto: castelos se desfazem e continentes mudam de lugar.

Tenho lembranças de outros mundos que o meu já foi. Isso quer dizer que ele deixou de ser? Não. Há fissuras, crateras, pinturas impressas por todos os lugares.

O que foi ainda é. Nada deixa de ser totalmente.

O que foi, para sempre será. O que é, nunca deixou de ser.

O  passado se faz presente sutilmente. Em pequenas marcas.

Não, não me prendo a ele, esse quadro colorido mas desbotado. Não, não quero e nem preciso reviver o velho.

Quero o novo, sempre o novo.

Viver dois meses em duas semanas e descobrir que meu coração não usa relógio. Saber que meu mundo não gira em volta de ponteiros. Gira em volta da dança entre a luz e a sombra. Entre o que foi, o que é, o que será.

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