Linhas tortas

Escreva no meu corpo as palavras que nunca foram ditas pela sua boca, sempre presentes nos seus olhos, mas ocultadas dos meus ouvidos.
Passeie pelos meus joelhos, beije os meus cotovelos. Escreva, amor, escreva amor.
Enquanto os meus dedos passeiam nas suas costas, sua caneta descobre o meu umbigo.
Suas mãos, o deleite, a roupa que meu corpo mais quer usar.
Deixo o silêncio esvaziar sua caneta, embaraço as linhas. Você escreverá sobre linhas tortuosas.
Sua boca, minha pontuação. Faça todos os pontos, a frase não tem fim.
Escuto a sinfonia do seu pulmão, a sincronia com o coração, a música mais bonita. Escreva as suas batidas em mim. Sua folha em branco.
Seu toque há de suplantar a tensão superficial.
Seu sorriso, meu alívio. Paisagem da pacífica parada no tempo.
Um amor em tom maior, que faz do toque tatuagem.
Se tatua em mim. Todo branco é composto de cor, nossa paleta é completa. Se colore em mim.
Sejamos a vertigem dos sentidos nessas linhas não retilíneas.

 

[texto de Corpo Escrito, o livro que estou escrevendo e logo sai]

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