Outono multicor

Outono. Seja bem-vindo.
Minha estação favorita do ano, sem o abafamento do verão, ou a secura do inverno, as alergias da primavera… Outono me traz a lua enquanto ainda é de tarde, na hora do café. Num virar de olhos, vejo o sol, vejo a lua, e vejo todas as nuvens e tons de azul (e vermelho e laranja e rosa…) no meio deles.
No outono, o sol não é figurativo, ainda nos aquece por fora, muito mais por dentro. Mas a frescura do vento, dos seus segredos, já chega nos nossos ouvidos, arrepia os sentidos.
No outono, tudo é meio-termo. Menos o meu amor. Continua o extremo, radicalismo do mais puro.
No outono, se destaca um extremo quando é tudo tão misturado.
Quero tanto
um outono com ventanias que levem longe, muito longe, os radicalismos que não venham de amores.
um outono com chuvas que lavem as almas que se sujam tanto de mentiras e enganos, nossos ou não. Almas alagadas e lavadas com as chuvas de março.
Um outono vermelho como as folhas do norte, quente como o sol.
Um outono azul como o céu da lua das quatro da tarde, fresco com o vento que só acaricia e não derruba.

Um outono extremo apenas no que carrega de amor, não precisamos de outros invernos e verões que sequem a nossa alma, destruam o solo do nosso coração, apagando o pouco que resta de generosidade e empatia.

Me extremizo no amor. Me outonizo, também, no amor.

Chegue, outono. Me traga a lua, o sol, a chuva, o céu. Faça a vida mais extrema no seu meio.

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