A vida privada das árvores

De vez em quando, surge na nossa vida algo inesperado: uma pedra, uma folha, uma pessoa. Não sabemos dizer por quanto tempo aquele inesperado fato permanecerá. Ficará o suficiente para se tornar parte da paisagem ou desaparecerá antes que o tempo passe? Confesso que o tema da espera me é caro. Até hoje espero pela... Continue lendo →

Perpétuo

No meio do silêncio que o coração começou a bater. O perpétuo som ritmado, pausado, que ecoa de dentro para fora, criando e apagando luzes que mal sabemos existir. Mas elas estão lá, são as auroras que saem da gente, vão para os outros, chegam a nós. Não há escape, fuga, esconderijo, caverna debaixo do... Continue lendo →

Embaixo da mesa

As roupas estavam sujas e levemente rasgadas. O cabelo, porém, dava sinais de que fora cortado há pouco tempo. Não havia mais ninguém ali, muito menos que o enxergasse. A procura por câmeras e seguranças era vã. Para conseguir a atenção que queria e não tinha, o esforço dele seria mínimo, muito menor do que... Continue lendo →

Quem?

É preciso dizer a verdade. A maioria do meus textos nascem de perguntas. Como digo isso? Vou carregar essa pessoa para sempre comigo? Quando fiz tal coisa pela primeira vez? Por que quero fazer aquilo? Lembra daquele beijo? Daquele abraço? Daquele olhar, com aquela música em tal lugar?E assim vivo através do tempo, me perguntando... Continue lendo →

Jardim da memória

De um tempo para cá, tem sido um pouco mais fácil. Acredito que penso cada vez menos neles, o que não quer dizer que seja pouco. Eu tento me distrair numa atitude quase desesperada para esquecer. Aos poucos, vou removendo da vida os pequenos espinhos que insistem em me tocar. Confesso que há alguns vazios,... Continue lendo →

Pássaros gostam de jazz

Era um dia comum. Desses que a gente não espera muita coisa, só fazer tudo que foi planejado, um café bom no meio tarde e conversar com as pessoas que fazem diferença na nossa vida. Roupas lavadas, trabalho feito, hora do café. Os arquivos dos trabalho devem ser fechados, a hora é sagrada. Por alguma... Continue lendo →

Fotografia em silêncio

Há tanto tempo que venho pensando no que escrever sobre essa fotografia que nem sei mais como fazer. Afundo na infinidade de textos que falam sobre a própria dificuldade de se escrever um texto? Conto a viagem que me levou até lá para tirar essa fotografia? Ou falo sobre o casal que confiantemente se colocou... Continue lendo →

Entre mãos e nuvens, uma pergunta

Sempre essa pergunta, rondando em volta de mim. Me circula no espaço, leva longe, me carrega sem querer para onde nunca fui. Tem dia que respondo com um abismo radical. Ou vai ou racha. Tem dia que ela pousa em mim e fim. Vinte e quatro horas acompanhada de uma única pergunta. Não se trata... Continue lendo →

A falta

O que fazer com a falta que surge como um buraco na cama todas as manhãs? O que fazer senão olhar, com o olho árido, para ela, a falta, que me faz companhia, do jeito pesado que as faltas fazem companhia, arrastadas pelo dia, como um cadáver arrastado é pela mão fria. O que fazer... Continue lendo →

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